Complicações após o transplante renal

Clique nas imagens abaixo e leia acerca de complicações sistêmicas decorrentes do transplante.

Hipertensão arterial está presente em cerca de 80% dos pacientes em programa de diálise e em 50-60% dos pacientes submetidos a transplante renal. A hipertensão que surge após o transplante em pacientes previamente normotensos pode estar relacionada à estenose da artéria transplantada, rejeição crônica, glomerulonefrite recorrente e, possivelmente, à administração de substâncias imunossupressoras (MEDINA-PESTANA, 2013; GALANTE et al., 2010).

A eritrocitose pode temporariamente complicar o curso do transplante renal em até 17% dos pacientes, entre 6 e 12 meses após sua realização. Em alguns casos, os rins primitivos podem ser considerados o local de produção excessiva de eritropoetina, situação em que a retirada de ambos os rins (binefrectomia) pode ser necessária (MEDINA-PESTANA, 2013; GALANTE et al., 2010).

A necrose asséptica da cabeça do fêmur é complicação óssea de elevada morbidade. Está presente em geral após os primeiros seis meses de transplante. Sua incidência referida encontra-se entre 3% e 41% e foi em muito reduzida com o melhor manejo do uso dos corticosteroides e redução mais rápida de suas doses (MEDINA-PESTANA, 2013; GALANTE et al., 2010).

Doenças linfoproliferativas, Sarcoma de Kaposi, câncer de pele e outras neoplasias malignas, especialmente as de etiologia associada à infecção viral, têm incidência maior em pacientes imunossuprimidos (MEDINA-PESTANA, 2013; GALANTE et al., 2010).

O diabetes mellitus pós-transplante, associado ao uso de corticosteroides, inibidores da calcineurina ou inibidores da mTOR, incide principalmente nos primeiros seis meses após o transplante em até 10% dos receptores (MEDINA-PESTANA, 2013; GALANTE et al., 2010).

Pacientes transplantados têm também maior incidência de doença cardiovascular e de hiperlipidemia. Constitui uma das principais causas de óbito após o transplante, em nosso meio perdendo apenas para as complicações infecciosas (MEDINA-PESTANA, 2013; GALANTE et al., 2010).